Poema do Amigo e filósofo Felipe Sabadini
Um
desdizente bem modesto
se expressa com um gesto:
palavreia as palavras censuradas
pela dor
e pela pressa
e pela pressa
de um rei apaixonado,
vagabundo e que não presta.
Palavras com clamor de oprimido
Palavras com clamor de oprimido
a um Deus
aborrecido
consternado com feridas,
consternado com feridas,
que faz do inferno um ter
sorte:
trocar a vida pós a morte
pela vida não vivida.
A solução inaudita, confusão e esperança,
a busca pela paz de uma
noite em bonança,
Ao silêncio loquaz, barulho da brisa, branco das cinzas,
do corpo que jaz da velha criança.
Final sublime, terá dito o rei,
trocar a vida pós a morte
pela vida não vivida.
A solução inaudita, confusão e esperança,
a busca pela paz de uma
noite em bonança,
Ao silêncio loquaz, barulho da brisa, branco das cinzas,
do corpo que jaz da velha criança.
Final sublime, terá dito o rei,
que dispensa a vida
por querer o perdão,
que espera a morte
que espera a morte
por amor à ilusão;
encontrará do outro lado seres bem dotados
que pegarão o cu de vocês,
encontrará do outro lado seres bem dotados
que pegarão o cu de vocês,
abrirão outra vez para mesclar com piroca.
Mistura que outrora não poderia se fará neste dia:
fé com putaria, religião com alegria.
Quanto a nós, pobres mortais, o fim que nos resta
é viver não depressa
esperando este dia.
Mistura que outrora não poderia se fará neste dia:
fé com putaria, religião com alegria.
Quanto a nós, pobres mortais, o fim que nos resta
é viver não depressa
esperando este dia.
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